quarta-feira, 14 de outubro de 2009

olha-me

emudeça-te o falar e simplesmente enxerga-me, quando tua luz enfraquecer em tom de sépia mutilada por julgamentos exteriores sem precedência.
cala-te a voz até então ensurdecedora e apenas fita-me por completo enquanto transcendo-te todos os antigos objetivos já tardios e demasiadamente gastos. através de minha pele perolada encontro atrito contra tua bastante interiorizada lisa força sequencial em apedrejar-me com frívolas ações devastadoras geral e completamente cessantes, dilacerando-me o sentir.
levanta.
encontra-me.
fecha-te, pois, a boca e, só então, olha-me.

5 comentários:

  1. Tão profundo, sinto na pele a emoção ao ler teus poemas.

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  2. amei esse, pareceu tão selvagem e romântico ao mesmo tempo, adorei os imperativos *-*

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  3. Deliro com seus lindos poemas cor de mel (k)

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  4. o negocio de tom de sépia eh mto bem colocado, e o final eh avassalador!

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